sexta-feira, 30/10/2026

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Advogado admite ter agredido filho após entrada não autorizada em piscina

A tragédia que abalou Palmas continua a ser investigada pela Polícia Civil, após a confissão do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa sobre as agressões que levaram à morte de seu filho, Gustavo, de…

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A tragédia que abalou Palmas continua a ser investigada pela Polícia Civil, após a confissão do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa sobre as agressões que levaram à morte de seu filho, Gustavo, de apenas 3 anos. Em seu depoimento, Igor admitiu ter espancado o menino, alegando que ele havia entrado na piscina sem autorização e que se irritou ao ouvi-lo afirmar que sua mãe o havia deixado pular na água.

O menino foi encontrado sem vida no dia 2 de agosto de 2026, após passar um fim de semana na casa do pai. Igor e a madrasta, Kathellen Moreira da Silva, estão presos e foram indiciados por homicídio e outros crimes. A Justiça já aceitou a denúncia e ambos se tornaram réus no caso, que chocou a comunidade local.

No depoimento, Igor detalhou as agressões, afirmando que “bateu muito” no menino e que ele sofreu múltiplas lesões, incluindo uma hemorragia interna. As investigações também revelaram indícios de violência sexual, o que Igor nega categoricamente, atribuindo as lesões apenas aos chutes que desferiu contra o filho.

A defesa de Igor se comprometeu a esclarecer os fatos durante o processo, enquanto a madrasta, Kathellen, declarou que não presenciou nem ouviu as agressões. Segundo ela, estava cuidando de sua filha de apenas cinco meses e só tomou conhecimento da morte de Gustavo no dia seguinte, quando Igor disse que o menino havia se afogado. Kathellen afirmou que tentou entrar no quarto, mas foi impedida pelo companheiro, que se mostrava agressivo após consumir bebida alcoólica.

As acusações contra Igor incluem homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tortura. Kathellen, por sua vez, é acusada de omissão em relação às agressões e fraude processual. A defesa de Kathellen insiste em sua inocência e afirma que provas serão apresentadas para corroborar sua versão dos fatos.

Este caso, que trouxe à tona questões de violência familiar e a responsabilidade dos adultos em situações de risco, continua a ser acompanhado de perto pela população de Palmas, que aguarda justiça para a trágica perda do pequeno Gustavo.