quinta-feira, 29/10/2026

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Detentos no TO pagavam até R$ 500 por meia hora de uso de celular, aponta investigação policial

Uma investigação da Polícia Civil do Tocantins revelou um esquema assustador de cobrança por uso de celulares dentro da Unidade Penal de Paraíso do Tocantins. Detentos estavam pagando até R$ 500 por apenas 30…

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Uma investigação da Polícia Civil do Tocantins revelou um esquema assustador de cobrança por uso de celulares dentro da Unidade Penal de Paraíso do Tocantins. Detentos estavam pagando até R$ 500 por apenas 30 minutos de acesso a esses aparelhos, em uma operação clandestina que também envolvia tráfico de drogas. A Operação Stuart, deflagrada nesta quinta-feira (29), visa desmantelar essa rede criminosa que atuava diretamente de dentro do presídio.

Durante a operação, foram realizados cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, abrangendo tanto o Tocantins quanto São Paulo. Em Paraíso do Tocantins, as ações resultaram em quatro prisões e nove buscas. A 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) liderou a ação, que se baseou em investigações que datam de 2025.

Imagens mostram que os celulares eram introduzidos na unidade prisional de maneira disfarçada, sendo puxados por fios. A Polícia Civil obteve áudios que revelam a insatisfação dos internos com os altos preços cobrados e as limitações impostas pelos responsáveis pelo esquema. Em um dos diálogos, um preso expressa sua frustração sobre o tempo limitado para fazer ligações, enquanto outro menciona ter pago R$ 500 por meia hora de uso do telefone.

Os investigadores descobriram que um homem de 35 anos, membro de uma facção criminosa de São Paulo, era o responsável por gerenciar essa rede. Ele foi localizado em Cotia, onde tentou escapar da abordagem policial, mas foi capturado. Este indivíduo, que operava sob os codinomes “Sintonia da Fora do Ar” e “Pé Quebrado”, garantiu que os detentos continuassem a operar no tráfico de drogas, mantendo uma comunicação frequente com criminosos de outros estados.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça do Tocantins (Seciju) informou que a Polícia Penal colaborou ativamente nas buscas e ressaltou que realiza operações contínuas para prevenir a entrada de itens ilícitos nas prisões. Além disso, as investigações revelaram um “tribunal do crime” que impunha punições a membros da facção que não seguiam as regras, incluindo ameaças e agressões.

Esse caso expõe a complexidade do crime organizado dentro do sistema prisional tocantinense e a necessidade de um combate mais efetivo a essas práticas. A comunidade permanece atenta enquanto as autoridades continuam a investigar e desmantelar tais operações ilegais.