Um turista de 50 anos, identificado como Gilmar de Oliveira, passou por um verdadeiro drama na Serra de Taguatinga, no sudeste do Tocantins. Ele ficou preso em um penhasco por cerca de 16 horas após escorregar enquanto tentava tirar selfies. O incidente ocorreu no dia 13, quando ele decidiu explorar a beleza do local sem avisar a irmã, com quem estava hospedado.
Natural do Distrito Federal, Gilmar sentiu a curiosidade falar mais alto ao avistar a paisagem deslumbrante. “Saí de casa por volta das seis da manhã, com um pouco de água e protetor solar”, contou ele, que não imaginava que a aventura se tornaria um pesadelo. Durante a descida, ao perder o equilíbrio, ele conseguiu se segurar em arbustos, mas acabou isolado em uma área de difícil acesso, com uma queda livre de mais de 70 metros.
O Corpo de Bombeiros foi acionado pelo comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, que recebeu o pedido de socorro de Gilmar por volta das 12h. Com o celular, ele conseguiu compartilhar sua localização e informar que estava desidratado e com escoriações. A equipe de resgate chegou ao local preparado para enfrentar os desafios do terreno, utilizando rapel para alcançar o turista.
O resgate foi uma operação intensa, que durou 11 horas. Os bombeiros, equipados com cordas e outros materiais de segurança, conseguiram finalmente alcançar Gilmar, que estava debilitado e com muita sede. “Mandaram uma corda com água e alguns biscoitos. Eu estava muito fraco”, relatou ele, aliviado por finalmente ter recebido ajuda.
Após o resgate, Gilmar foi encaminhado ao Hospital Municipal São João Batista, onde recebeu atendimento. Em reflexão sobre sua experiência, ele alertou outras pessoas sobre os perigos de aventuras solitárias e sem preparo, frisando que, embora tenha uma certa experiência em atividades ao ar livre, a ação de descer a serra foi arriscada. “Se eu tivesse escolhido outro caminho, talvez não tivesse passado por isso”, concluiu.
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