A ponte que liga Palmas ao distrito de Luzimangues, a Governador José Wilson Siqueira Campos, tem se tornado um verdadeiro desafio para motoristas e motociclistas. A falta de iluminação e a presença de maquinários deixados em meio às obras têm gerado uma série de acidentes, culminando em tragédias. No último domingo, um acidente fatal marcou a comunidade, quando a jovem Flaviane Ribeiro de Sousa, de 28 anos, perdeu a vida ao colidir sua moto com uma betoneira que estava na pista.
Durante o dia, a travessia é relativamente tranquila, com um esquema de pare e siga em funcionamento. No entanto, a situação se torna alarmante após o pôr do sol, quando a visibilidade cai drasticamente e os perigos aumentam. O perito José Carlos Rezende destaca que não é raro ouvir relatos de colisões com equipamentos de construção que ficam à beira da estrada, o que acende um alerta sobre a segurança no local.
Na última terça-feira, outro incidente envolvendo três carros e um caminhão resultou em um engavetamento na ponte, e na noite seguinte, um motorista colidiu contra a traseira de um veículo pesado. Em nota, a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) ressaltou a necessidade de os motoristas respeitarem a sinalização e manterem a atenção redobrada ao trafegar por esse trecho, que, devido às obras, demanda cuidados extras.
Francisco de Sousa, um pedreiro que reside em Luzimangues e trabalha em Palmas, relata sua preocupação ao atravessar a ponte em sua bicicleta diariamente. Ele menciona que, após o início das obras, tem tomado ainda mais cuidado durante o trajeto. “Está muito lotado de coisa aí no meio”, comenta, refletindo a experiência de muitos que utilizam a ponte.
As obras de reforma e ampliação da ponte estão previstas para serem concluídas apenas em dezembro de 2026. Até o momento, o progresso é de 91,8%, conforme informado pela Ageto. A obra, que inicialmente tinha um orçamento de R$ 97,8 milhões, sofreu um acréscimo de R$ 12,9 milhões por meio de um termo aditivo, totalizando R$ 110,7 milhões. A Ageto afirma que essas mudanças foram necessárias e baseadas em estudos técnicos, e não por falhas no projeto original.
Enquanto as obras não terminam, a comunidade continua a clamar por mais segurança e melhor iluminação na ponte, na esperança de que tragédias como a de Flaviane não se repitam.




