terça-feira, 27/10/2026

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MPTO investiga carência de delegados e investigadores em Palmas após crescimento dos homicídios

O cenário de violência em Palmas acende um alerta sobre a estrutura da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público do Tocantins (MPTO) decidiu investigar as condições de trabalho dessa…

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O cenário de violência em Palmas acende um alerta sobre a estrutura da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O Ministério Público do Tocantins (MPTO) decidiu investigar as condições de trabalho dessa unidade especializada, que enfrenta uma grave carência de servidores, justo em um período em que os índices de homicídios têm aumentado na capital. Entre janeiro e 15 de outubro de 2026, foram registrados 47 homicídios, com quatro ocorrendo em uma única semana.

A escassez de delegados, escrivães e investigadores é uma preocupação central, especialmente após a recente exoneração de um delegado, que, segundo o MPTO, pode atrasar investigações cruciais. Em 2025, o número de mortes violentas já havia sido alarmante, com 49 casos registrados. A situação exige uma resposta rápida e eficiente das autoridades, e o MPTO já se mobilizou solicitando informações detalhadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP), à Polícia Militar e à própria DHPP.

A SSP, por sua vez, afirmou que ainda não recebeu a notificação oficial do MPTO, mas se comprometeu a prestar todos os esclarecimentos necessários para garantir a transparência do processo. A secretaria destacou que as investigações de homicídios estão em prioridade máxima e que a unidade está constantemente monitorando os indicadores criminais da região.

O MPTO não está apenas esperando respostas; está exigindo ações concretas. Entre os dados solicitados, estão informações sobre os homicídios ocorridos nos últimos anos, bem como detalhes sobre os planos de enfrentamento à violência e as condições atuais da DHPP. A Polícia Militar também foi chamada a relatar suas estratégias de policiamento em áreas críticas.

A apuração será realizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital, que vão analisar as informações e verificar as necessidades da delegacia. A comunidade de Palmas observa atentamente os desdobramentos dessa situação, que reflete um desafio urgente para a segurança pública da cidade.

Crédito da imagem: Delegacia de homicídios de Palmas