Após quase cinco anos foragido, Maycon Jhonatan Bispo de Assis, condenado a 32 anos de prisão pelo feminicídio de Diannes Maria Silva Marques, foi preso em Balneário Piçarras, Santa Catarina, nesta terça-feira (20). O crime brutal ocorreu em Gurupi, quando Diannes celebrava seu aniversário de 25 anos na presença de familiares.
Na noite de 23 de novembro de 2019, a festa de Diannes se transformou em tragédia. Em um momento de ciúmes, Maycon atacou a ex-companheira com diversas facadas, enquanto dois irmãos dela e a filha do casal, então com apenas quatro anos, presenciavam a cena estarrecedora. O crime foi considerado qualificado por feminicídio, uma vez que ocorreu em um contexto de violência doméstica e desrespeito à vida da mulher.
A busca por Maycon se intensificou desde sua fuga, e a prisão foi resultado da Operação Caça Fantasma, que envolveu esforços conjuntos de diversas polícias estaduais e federais. Ele foi encontrado em uma residência onde morava com a atual esposa e uma filha, evidenciando a complexidade do trabalho das autoridades na captura de foragidos.
O Tribunal do Júri de Gurupi chegou a julgá-lo em setembro de 2024, mesmo com ele ainda foragido. A condenação de 32 anos e 23 dias de reclusão foi acompanhada de uma multa de R$ 50 mil a ser paga à família de Diannes por danos morais, uma decisão que reflete a gravidade do ato cometido. A defesa de Maycon, por sua vez, informou que não faz mais parte do caso, após perder contato com ele e sua família.
O caso de Diannes é um lembrete sombrio das consequências da violência contra as mulheres, e a prisão de Maycon é um passo importante na busca por justiça para a vítima e sua família. A luta contra o feminicídio continua a ser uma questão urgente em nossa sociedade, exigindo atenção e ação de todos.




