Uma reviravolta nas investigações sobre fraudes fiscais no Tocantins levou à exoneração do auditor fiscal Ivaldo Pacheco Lessa Castro, que ocupava o cargo de superintendente de combate a fraudes da Secretaria da Fazenda. A decisão, publicada no Diário Oficial no início de novembro, vem após suspeitas de que o servidor teria favorecido empresas de fachada em Gurupi e Palmas, resultando em um possível rombo de até R$ 400 milhões aos cofres públicos.
O afastamento de Ivaldo não foi apenas administrativo; a Justiça também determinou que ele fique fora de suas funções por 180 dias, enquanto as investigações prosseguem. Sua defesa, que ainda não teve acesso aos detalhes do processo, afirmou que irá contestar as acusações, sustentando que não correspondem à realidade.
Desde sua nomeação em dezembro de 2025, Ivaldo reativou empresas que estavam inativas, incluindo uma que já havia sido desativada por determinação judicial. A investigação revelou que essa empresa, localizada em Gurupi, emitiu cerca de R$ 200 milhões em notas fiscais após sua reativação, levantando ainda mais suspeitas sobre a atuação do auditor.
A Secretaria da Fazenda do Tocantins declarou que as ações tomadas estão em conformidade com a legislação e as ordens judiciais, e que não tolera comportamentos que violem a administração pública. O Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado do Tocantins, por sua vez, defendeu a presunção de inocência de Ivaldo e clamou por um processo legal justo, esperando que as investigações sejam concluídas adequadamente.
Enquanto a situação se desenrola, a comunidade tocantinense observa atentamente, ciente da importância da transparência e da integridade nos serviços públicos. A expectativa é que esclarecimentos venham à tona, permitindo que a verdade prevaleça neste caso que pode impactar diretamente a confiança da população nas instituições públicas.



