terça-feira, 27/10/2026

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Ministério Público apura falecimento de servidor após reclamação sobre ausência de médico em pronto atendimento

Uma tragédia em Aliança do Tocantins levantou sérias questões sobre a disponibilidade de atendimento médico no município. Francisco Edmar de Sousa Máximo, servidor público que atuava como vigia na Secretaria de Administração, faleceu após…

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Uma tragédia em Aliança do Tocantins levantou sérias questões sobre a disponibilidade de atendimento médico no município. Francisco Edmar de Sousa Máximo, servidor público que atuava como vigia na Secretaria de Administração, faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória em decorrência de um infarto agudo. O caso ocorreu em junho de 2026 e, desde então, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) investiga a situação, após denúncias de que o paciente não encontrou atendimento médico disponível na unidade de saúde local.

De acordo com informações disponíveis, Francisco procurou o pronto atendimento no dia 18 de junho, mas foi informado de que não havia médico plantonista. Ele acabou sendo atendido pela equipe de enfermagem e liberado. No dia seguinte, diante da continuidade do mal-estar, retornou à unidade, mas novamente encontrou as portas fechadas para o atendimento médico. Infelizmente, ao voltar para casa, sofreu a parada cardiorrespiratória que culminou em sua morte.

O MPTO constatou que a Secretaria de Saúde de Aliança alegou a presença de um médico em plantão, mas não apresentou documentos que comprovassem essa informação. Em um comunicado publicado no Diário Oficial, a promotoria apontou indícios de falhas operacionais na unidade de saúde, que podem ter contribuído para a morte do servidor. A investigação busca esclarecer a real situação do atendimento de urgência na cidade.

Para dar continuidade ao caso, o MPTO requisitou ao município uma série de documentos que comprovem a escala de plantão e a prestação de atendimento nos dias em questão. Isso inclui prontuários médicos, registros de atendimento, e informações sobre os protocolos de emergência cardiovascular que deveriam estar em vigor.

Além disso, a promotoria espera que o Conselho Regional de Medicina (CRM-TO) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-TO) se manifestem sobre possíveis investigações ético-disciplinares em relação aos profissionais envolvidos no caso. A comunidade aguarda respostas e soluções para evitar que incidentes como esse voltem a acontecer, ressaltando a importância de um atendimento médico eficaz e acessível para todos os cidadãos.

Crédito da imagem: Prefeitura de Aliança do Tocantins