terça-feira, 27/10/2026

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Polícia apura relação entre reprovações em medicina e ataque a tiros na residência de professora

A recente tentativa de homicídio em Gurupi, que teve como alvo a casa de uma professora da Universidade de Gurupi (UnirG), gerou repercussão e preocupação na comunidade local. O ataque, que ocorreu na madrugada…

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A recente tentativa de homicídio em Gurupi, que teve como alvo a casa de uma professora da Universidade de Gurupi (UnirG), gerou repercussão e preocupação na comunidade local. O ataque, que ocorreu na madrugada da última quarta-feira (14), envolveu disparos de arma de fogo e resultou na prisão de dois suspeitos: o médico José Aristides Campelo Cabral e seu irmão, o estudante de medicina Pedro Campelo Cabral. A Justiça decidiu converter a prisão deles em preventiva, enquanto as investigações prosseguem.

O desentendimento entre a professora e os irmãos aparentemente remonta a questões acadêmicas, já que Pedro estava enfrentando dificuldades em suas disciplinas, ministradas pela docente. Ele corria o risco de ser reprovado, o que pode ter desencadeado o conflito que culminou no ataque. Imagens de câmeras de segurança revelaram a caminhonete branca utilizada durante a ação criminosa, que disparou mais de dez vezes contra a residência da professora.

Após serem localizados em uma boate em Gurupi, os irmãos foram detidos pela polícia. O boletim de ocorrência indica que houve resistência durante a abordagem. Em depoimento, ambos negaram qualquer envolvimento no crime, alegando que estavam no estabelecimento durante o ataque, uma versão que foi contestada pelos funcionários da boate. Durante a revista no veículo, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm, a qual estava devidamente documentada, mas que levanta questões sobre a conduta dos suspeitos, especialmente considerando o histórico de apreensão de outras armas do médico.

A repercussão do caso também chegou ao Conselho Regional de Medicina do Tocantins, que manifestou preocupação com os acontecimentos e afirmou que tomará as medidas necessárias em relação aos envolvidos. A UnirG, por sua vez, repudiou a violência e expressou total apoio à professora, reforçando seu compromisso com a segurança e o respeito dentro da comunidade acadêmica.

O caso segue sob investigação da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi, enquanto a sociedade aguarda por esclarecimentos e medidas efetivas para evitar que episódios de violência como este se repitam.